quinta-feira, 12 de abril de 2012

REFLEXÃO - O CRISTÃO NA UNIVERSIDADE: AGIR OU SE ENVERGONHAR?


Por Helton de Assis
Vice-presidente da ABU João Pessoa
Estudante de História (UFPB) e Teologia (FAENOR)


Estou cansado de ver colegas meus que se dizem seguidores de cristo, permanecer indiferentes a tantos ataques que o Reino de Deus sofre no meio acadêmico.
Se ao menos metade deles, simplesmente não se omitissem, vivesse de fato como seguidores de Jesus, a visão que os incrédulos teriam dos cristãos seria bem melhor.

Recentemente um professor meu perguntou na sala de aula:
“- Quem Aqui acredita em Deus?”
levantei a mão, e ao mesmo tempo olhei para meus colegas. Percebi que fui o único que levantou a mão.
Então o professor perguntou novamente:
“- Quem aqui acredita no Diabo?”
Mais um vez levantei a mão e olhei de lado para checar se mais alguém havia se manifestado. Daí como já era de esperar, ninguém levantou.

O que aconteceu nessa ocasião serve para ilustrar como é chocante o estado dos “seguidores de Cristo” na universidade. Sei que eu não era o único crente naquela sala. Garanto que haviam no mínimo 6 ou 7 que se dizem evangélicos.

Agora me resta indagar sobre o motivo que leva tantos crentes a sentirem vergonha de dizerem que acreditam em Deus. Isso é vergonhoso! Já não basta o estado de inércia onde a maioria se encontra...

A bíblia é clara quando se refere as características dos seguidores de Cristo. Se um "cristão" não possui essas caracteiristicas básicas que deve-se ter (como dedicação, obras e testemunho pessoal) então creio que, ou estes são crentes nominais, ou são covardes, ou não estão seguros quanto a razão da fé deles. Ou os três.

Ó temporas, ó mores!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Compartilhar do III Encontro Regional de Profissionais Cristãos


O terceiro Encontro Regional de Profissionais Cristãos da ABP Nordeste foi realizado nos dias 28 a 30 de outubro de 2011, na pousada República do Sol, praia do francês/AL. Neste evento contamos com a participação de mais de 50 profissionais dos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O Encontro Regional de Profissionais Cristãos foi um evento de treinamento que comportou momentos de refrigério, louvor e palestras.

O ERABP foi organizado através da iniciativa da Aliança Bíblica de Profissionais de Aracaju, em parceria com a diretoria regional da ABU Nordeste, o assessor regional Felippe Schimitt e a Coordenadora regional de ABP Pra. Ana Isaura.
As palestras foram ministradas por diversos preletores, a saber, o Pr. Marcos Bezerra (Assessor ABU Recife) e o obreiro regional Felippe Schimitt que trouxeram as devocionais. O Pr. Zwinglio Costa falou sobre ética e missão no trabalho e a Pra. Ana Isaura (Assessora da ABP Aracaju) trouxe uma exposição bíblica sobre o livro de Zacarias. Além dos Grupos de debate que foram facilitados pela Pra. Ana (Militância de ABP), Felippe (Assessoria Auxiliar), Daniel Brandão (Mordomia Cristã) e Eduardo Evangelista (Diaconia). Foram momentos de profunda edificação nos quais pudemos compartilhar um pouco do muito que o Senhor têm feito em nossas vidas.
Desde o inicio, Deus nos direcionou para três objetivos: primeiro, debater sobre os desafios da integridade ética no meio de trabalho; segundo, promover a visão e o surgimento de outros grupos de ABP no Nordeste; e terceiro, auxiliar o grupo da ABU Maceió em seu processo de reestruturação, atuando como mediadores entre a nova geração e os profissionais de Alagoas. Graças ao nosso bom Deus, todos os objetivos foram alcançados e o evento foi uma benção para a ABU Nordeste.
Neste evento, pudemos conhecer pessoas que passaram pela ABUB desde 1970, compartilhamos testemunhos de conversão na ABU Nordeste e histórias de vida voltadas ao serviço no Senhor. Foi perceptível a marca da gratidão a Deus por tudo que Ele tem feito e de como Ele tem abençoado a Sua obra com passar dos anos, apesar das nossas fragilidades.
O Encontro Regional de Profissionais Cristãos de 2011 foi antes de tudo um encontro de histórias individuais com a História Maior, que orquestradas pelo Supremo maestro ecoa compassos de vida para a eternidade; que supera o tempo e molda gerações com as marcas do serviço, do conhecimento profundo da Palavra de Deus e da comunhão na diversidade.   
Em nome da Aliança Bíblica Universitária do Nordeste agradecemos ao nosso Deus, aos preletores, participantes, profissionais, doadores e intercessores, por todo apoio e dedicação. Que vocês sejam uma benção de Deus na ABUB, na Igreja e no seu meio social/profissional.
Graça e Paz,
Judson Malta. 
Presidente da ABU Nordeste.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Anabatismo e a Reforma Radical

No dia 31 de outubro de 1517 um monge agostiniano, Martinho Lutero, afixou na porta da Catedral de Wittemberg 95 teses que queria discutir com a comunidade acadêmica e que versavam sobre a autoridade papal para perdoar pecados e vender indulgências. Este fato é tido como o ponto inicial do movimento da Reforma Protestante do século XVI.
Lutero foi seguido por Calvino, quem foi o Reformador de Genebra, onde estabeleceu uma nova forma de governo, formado pelo Consistório, um modelo mais representativo de participação popular no governo da cidade.
Em Zurich surgiu Huldreich Zwínglio, quem foi Reformador. Como ponto central de sua ideia reformadora estava o fato de que as Escrituras, e somente elas, são obrigatórias aos crentes e normatizam a vida de fé e prática. Zwínglio cria que a comunidade era a palavra final na interpretação das Escrituras, criando um conceito que mais tarde veio a se chamar “comunidade hermenêutica”. Com esta posição Zwínglio estava sentando as bases para o movimento da Reforma Radical, também conhecido por Anabatismo.
Três dos seus seguidores, inconformados com a falta de coragem de Zwínglio em levar às últimas consequências as afirmações que sustentava, acreditava que o batismo, por ser um ato de fé, só pode ser feito por quem tenha consciência do ato. Negavam assim a validade da prática do batismo infantil. Estes três discípulos do reformador suíço, Blaurock, Grebel e Mantz, decidiram se rebatizar. O fato teve profundas implicações políticas, porque ao se rebatizarem, estavam negando o poder estatal de decidir a religião dos súditos, afirmando que a fé é uma questão de foro íntimo e que ninguém pode decidir por alguém qual a religião que irá seguir. Assim passaram a pregar a separação da igreja e do Estado, fato revolucionário em uma época em que a Igreja Católica era um Estado, em que Lutero e Calvino estavam vinculados ao Estado seja para proteção ou para governo, e Zwínglio estava em caminho parecido ao dos demais reformadores.
Os anabatistas foram perseguidos por suas posições revolucionárias e fugiram de uma parte a outra da Europa, em busca de regiões onde reis os tolerassem. Desenvolveram a ética do trabalho, sendo exímios lavradores, forma encontrada para evitar que fossem constantemente expulsos, por causa dos lucros que traziam.
Os anabatistas também foram conhecidos como os propulsores da Reforma Radical, por suas posições doutrinárias e políticas. Muitos deram suas vidas por crer na separação entre a Igreja e o Estado, coisa tremendamente revolucionária naquele tempo e que se tornou padrão entre quase todas as igrejas evangélicas do século XXI.
Outro aspecto foi a radical observância do princípio da não-violência, negando a pena de morte e até a morte por legítima defesa. As igrejas anabatistas são conhecidas como “igrejas da paz”, pois muitos de seus membros se recusam ao serviço militar, a pegar em armas e não apoiam ações bélicas, pois rejeitam a ideia da “guerra justa”.
O conceito de separação da Igreja e do Estado foi ganhando força e hoje é aceito na quase totalidade dos países do mundo ocidental. O modelo constitucional norte americano da completa separação está influenciado por anabatistas e não é coincidência que a declaração de independência tenha sido feita na Pennsylvania, terra então majoritariamente habitada por Menonitas, Quackers e Irmandade.
Há um outro elemento no anabatismo: o estilo de vida simples. Afirmam que a pessoa deve viver com o mínimo para que tenha uma vida decente, mas sem se entregar ao luxo e ao consumismo. Entre os mais radicais estão os Amish, que se recusam a usar energia elétrica, telefone, carros, usam charretes e se vestem de forma simples, com roupas escuras e sem adornos. Outros, menos radicais, procuram não ter mais que um aparelho de TV na casa, compram somente o que é necessário e evitam coisas caras e dispendiosas.
Este modelo de vida é, muitas vezes, acompanhado de outro elemento: evitam gastar consigo mesmo para que possam ter mais para ajudar pessoas que realmente estão em necessidade. A conjunção da não-violência com o estilo de vida simples tem produzido pessoas que são verdadeiros exemplos de vida e de serviço.
No próximo dia 31, comemoramos mais um aniversário da Reforma Protestante, e, mais do que nunca, estes princípios de separação da Igreja e Estado precisam ser relembrados, em um momento em que setores da igreja evangélica brasileira se envolvem com a política, transformam púlpitos em palanques e têm projetos de criar um estado religioso de fundamentação cristã/evangélica. Isto é negar um dos elementos basilares da Reforma.

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Marcos Inhauser é professor, teólogo e educador corporativo.
www.pastoralia.com.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ABU é um lugar de comunhão!


Como pode pessoas se conhecerem do nada e em tão pouco tempo se tornarem amigas? Como se dá essa coisa de nunca ter se visto e de repente ser colega de quarto? E descobrir tantas coisas em comum e tantas diferenças? Os eventos da Aliança Bíblica Universitária (ABU) proporcionam isso. Essa relação de ora desconhecimento, ora de apego.
Neste Curso de Férias (CF) de 2011 aconteceu essas coisas. Sete meninas, no quarto sete, algumas já se conheciam, outras não, a partir de uma conversa sobre as igrejas na atualidade, terminaram ouvindo confissões. Foi um relacionamento de irmandade, foi uma alegria só e no outro dia de manhã já ganhávamos título de quarto da alegria. Além de quarto da alegria foi o quarto do mistério. Com direito a terraço com estrutura pra ABU LOVE e tudo.
As primeiras convergências, pelo menos pra mim, foi a descoberta de duas historiadoras além de mim, o que promoveu bastantes conversas enriquecedoras quanto a projetos de vida e acadêmicos. Outra grande importância foram as trocas de saberes, principalmente sobre a história dos banheiros.
Além disso, na Casa do Oleiro (como chamávamos o quarto) houve espaço para o trabalhar de Deus. Todos os dias tínhamos momentos de comunhão e de testemunhos – quem lê que entenda. E nesses momentos haviam muitos mistérios descobertos e compartilhados e tínhamos nossa fé fortalecida na ABU LOVE.
Mas, o que mais me marcou no meu quarto foi a irmandade. Ninguém dizia “tu viu a chave do quarto?”, as perguntas eram assim: ” Tem alguém em casa?” Eu, particularmente, me sentia em casa. Os cuidados de Vivi, de Kathleen, de Deli. As conversas com Miriam e Quezia. E depois a chegada de Cecília. Tudo me serviu de crescimento. E quando chegava das noites ABUenses em casa, assim entre 1 e 2 horas da manhã ou até no outro dia de manhã, me sentia chegando em casa – mas, sem ter minha mãe reclamando do horário.
Além disso, havia o relacionamento com as nossas vizinhas e vizinhos. Tinha uma que sempre passava por lá e era muito bem vinda. Além de um vizinho que sempre que passava fazia ouvir o som da gaita e um baiano que conversava, viu! E a serenata, não poderia ficar de fora. Foi lindo o que nos fizeram os vizinhos. As meninas do meu quarto achavam que tinham chegado no céu. E ficaram meio perdidas no que fazer, o que foi engraçado.
Isso foi só uma parte do treinamento, a partir daí a gente vai tirando o resto. Sinto falta da Casa do Oleiro e espero rever cada uma de novo.

Um abraço!! Como disse uma amiga minha da ABU, na ABU encontramos amigos de alma. Eis aí!


Marilia Teles
ABU João Pessoa